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Implantação de Sistemas ERP

Conforme Colangelo (2001) a implantação de sistemas ERP e a conseqüente inte-gração dos processos e funções têm impacto sobre toda a organização e reflexos direitos sobre as áreas de Tecnologia da Informação (TI), que tradicionalmente têm-se dedicado ao desen-volvimento de sistemas e a seu suporte. A implantação de produtos prontos (“pacotes”) reduz as necessidades de desenvolvimento e aumenta as de suporte. Ao mesmo tempo, tem ocorrido uma mudança de visão: as áreas de TI deixam de atuar como “mago” de tecnologia para tran-formar-se em viabilizadores de processos de negócio. A transição para esses novos papéis pode ser politicamente difícil e exige que o pessoal de TI tenha, além de certas habilidades técnicas, conhecimento de negócios.
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Segundo Zancul; Rozenfeld (1999) Os módulos de um sistema ERP e suas fun-cionalidades representam uma solução genérica para cada processo da empresa, e essa solução desencadeia uma serie de pontos de que devem ser levados em consideração sobre a forma de atuar das empresas. Para que o uso de um sistema ERP, seja flexibilizado e sua utilização seja permitida em um maior numero de empresas em diversos segmentos, os sistemas ERP, são desenvolvidos de forma que a solução pode ser customizada em um certo nível, o que facilita a eficácia da solução.
A decisão de implantação de um sistema ERP só deve ser tomada após uma análise detalhada dos processos da empresa e das funcionalidades dos sistemas ERP. Além disso, é muito importante que as empresas considerem, desde o início da implantação, os impactos que a redefinição dos processos e a introdução do sistema terão na estrutura, cultura e estratégia da organização (ZANCUL; ROZENFELD, 1999).
Na implantação, para se moldar o sistema, deve-se levar em conta as necessidades da empresa e as funcionalidades que o software oferece. Na maioria das vezes os processos da empresa têm que ser remodelados para que se chegue o mais perto possível dessas funcionali-dades. Com isso a primeira medida a ser tomada será os módulos que serão instalados já que a características modular dos ERP, permitem que cada empresa utilize apenas os módulos que julgarem necessários, podendo adicionar novos módulos no futuro, de acordo com a necessi-dade.
Mesmo com a customização, a solução pode não atender a alguns requisitos específicos das empresas. Nesses casos, as empresas precisam utilizar outros sistemas complementares ou abandonar seus requisitos específicos e adotar processos genéricos (ZANCUL; ROZENFELD, 1999).

As fases que compõem o Modelo da etapa de implantação proposto são:
Planejamento – essa é a fase em que são desenvolvidos os planos, definidos os procedimentos e mobilizados os recursos materiais humanos para a execução do projeto.
Desenho da solução – nessa fase, desenvolve-se uma visão de alto nível dos pro-cessos de negocio, capaz de atingir os objetivos estabelecidos usando o sistema ERP como tecnologia de base.
Construção – compreende a configuração do sistema ERP para suportar os proces-sos de negocio definidos na fase de Desenho da solução.
Teste de implantação – abrange a execução dos testes finais do sistema, do trei-namento dos usuários e da substituição dos sistemas em operação pelo sistema ERP.
“A implantação de um sistema integrado de gestão envolve uma grande quantidade de tarefas que são realizadas em períodos que variam de alguns meses a alguns anos, e dependem de diversos fatores, tais como: as dimensões da empresa, a magnitude do esforço de redesenho de processos, a disponibilidade de recursos etc. uma forma de apresenta essas tarefas é criar um modelo de projeto e explorar seus componentes, estrutura e interrrelaçoes. usaremos esse modelo para caracterizar um projeto razoavelmente simples de implantação de um sistema ERP. A simplicidade não permite que o modelo contemplo situações especiais, como por exemplo roll-outs ou empresas em inicio de operação (start-ups). Entretanto, ele pode ser adaptado para acomodar esses casos com certa facilidade. O modelo é relativamente genérico, o que permite sua utilização, com as devidas adaptações, para implantações de sistemas ERP de diversos fornecedores e outros tipos de sistemas.” (COLANGENO FILHO, 2001)
As atividades consideradas num projeto projeto de implantação são as seguintes:
Gerência do Projeto: uma gestão eficiente é o fator mais forte para o sucesso de qualquer projeto. As responsabilidades são planejar e controlar todas as atividades da implan-tação.
Redesenho de Processos: é normalmente a que engloba a maioria das pessoas e que toma maior atenção no projeto. Porque é a mudança dos processos de negocio que traz o beneficio para a empresa.
Tecnologia de Informação (TI): é a responsável por desenvolver e operar a infra-estrutura tecnológica (computação, rede, software, etc.) para suportar o sistema ERP nas eta-pas de implantação.
Gerenciamento de Mudanças: muitas empresas decidem não utilizar as atividades de gerenciamento de mudanças em um projeto de implantação de um sistema ERP. Pois o ritmo de mudança é muito acelerado e superam a capacidade natural de absorção dos indiví-duos.
Treinamento: a utilização de um sistema de informação depende da capacidade dos usuários entendê-lo e explorá-lo. Os treinamentos são orientados para qualificar a os usu-ários, o treinamento normalmente envolve conhecimentos funcionais e técnicos do sistema.
Segundo Colangelo (2001) um projeto de implantação varia com diversos fatores. A principal é a quantidade de mudança de processos envolvidos. Se existem poucas mudanças ou pequenas, o sistema pode ser implantado com rapidez.